Arquivo mensal: agosto 2011

Boi do Maiobão clicado pelo Professor Juliano Serra

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O professor adjunto da UnB, Juliano Serra, esteve em nosso evento e fez belíssimas fotos, em especial do Boi do Maiobão. Clique no link do site abaixo, e veja as fotos que ele fez:

http://juliano.smugmug.com/Povos/Boi-do-Maiob%C3%A3o/18654014_ks2TC8#1441889550_j9vcDdR

Boi do Maiobão, Festa do Boi do Seu Teodoro, Sobradinho, 2011Boi do Maiobão, Festa do Boi do Seu Teodoro, Sobradinho, 2011Boi do Maiobão, Festa do Boi do Seu Teodoro, Sobradinho, 2011

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Saiu foto de nosso evento no site da rádio americana Salem Radio Network News

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Link onde foi originalmente publicada: http://srnnews.townhall.com/photos/view/media__culture/1003/a_member_of_the_boi_do_seu_teodoro_musical_group_performs_at_their_annual_cultural_festival_in_the_city_of_sobradinho_in_brasilia/faad192f-ee90-466a-8528-f66865998419/

Media & Culture

ReutersBrasilia Brazil 8/22/2011
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A member of the Boi do Seu Teodoro musical group performs at their annual cultural festival in the city of Sobradinho in Brasilia August 21, 2011. REUTERS/Ueslei Marcelino (BRAZIL – Tags: SOCIETY IMAGES OF THE DAY)

Capa do Caderno Diversão & Arte do Correio Braziliense – 22 Ago 2011

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Mariana Moreira

Publicação: 22/08/2011 08:56 Atualização:

OS BOIS DO ASTRO REI

CARLOS MOURA/CB/D.A PRESS

 (Carlos Moura/CB/D.A Press)

 (Carlos Moura/CB/D.A Press )
De chapéu de palha, adornado de vermelho e preto, e feição impassível, Seu Teodoro Freire, 90 anos, assistiu à 48ª edição da festa da matança do gado, que começou sexta e seguiu até ontem, em Sobradinho. Vítima de um enfisema pulmonar, o maranhense que importou a tradição do bumba-meu-boi de seu estado natal e incluiu a folia no calendário festivo do Distrito Federal, esteve internado na festança de 2010. Por isso, os organizadores o cercaram de cuidados neste ano. Um camarote, adornado com bois e enfeites de cultura popular, foi montado diante do palco principal, especialmente para ele. Carregado escadaria acima, Seu Teodoro foi posicionado em uma cadeira de frente para o espetáculo, com a garrafa de oxigênio que o acompanha.Apesar do silêncio compenetrado, emocionou-se diante do desfile de penas, plumas, fitas, tambores e pandeiros, que se seguiu diante dos seus olhos. “Estou feliz demais, com a Maria José do meu lado e todos esses bois aqui”, dizia. Maria José é a companheira da vida toda, mãe dos nove filhos, que, mesmo preocupada com a saúde do marido, não segurou seu ímpeto de acompanhar a festa que criou. “Ele é apaixonado. Só falava nisso”, revela.Desde que a saúde começou a deixá-lo na mão, há cerca de três anos, o criador da festa do boi em Brasília passou a função para o filho caçula, Guarapiranga Freire, que, além de coordenar a iniciativa, é bailante no grupo de boi da família. Nesse período, a festa ganhou ares de superprodução. O palco dessa edição foi o maior já erguido na sede do boi, nem de longe lembra o tempo em que os grupos se apresentavam sobre o chão de terra batida. Em um canto do terreno, também foi construída uma praça da alimentação com oito barracas. Uma veio direto da capital maranhense para oferecer iguarias tradicionais da região, como arroz de cuxá, torta de caranguejo e guaraná Jesus. “A festa cresceu muito, graças ao trabalho de resistência dele. Uma hora, o reconhecimento chega”, admite o filho.Na edição passada, cada noite recebeu cerca de 1.5 mil espectadores. Nessa, a expectativa foi a de lotar o pátio com quase três mil pessoas por noite. O caráter superlativo da festa se revelou também na quantidade de atrações. Enquanto no ano passado, oito grupos de bumba-meu-boi locais e quatro maranhenses se apresentaram durante a festa da matança do gado, neste ano, foram 12 agremiações do Distrito Federal e sete vindas especialmente do Maranhão para a ocasião.Festa brilhosa


Antes de subir no palco, todos os participantes se aglomeravam em torno de uma fogueira, acesa na entrada da festa. Era parte do ritual esquentar o couro das zabumbas e fazer o aquecimento, que reuniu todos os instrumentos usados nas toadas: maracas, pandeirões, zabumbas, tambor-onça, instrumentos de sopro. Os personagens da festa, bailantes, a Catirina, o fazendeiro e os índios, entre outros, desfilaram seus chapéus imensos, cobertos de fitas e penas, as capas e roupas bordadas com canutilhos e miçangas coloridas, os adereços feitos no capricho. De todos eles, o Boi da Fé em Deus, há 73 anos caindo na brincadeira, foi quem incluiu primeiro essa exuberância visual de cores e detalhes na folia maranhense. “Tentamos fazer a festa cada vez mais brilhosa. Queremos abrilhantar a brincadeira”, destaca Zé Olhinho, o dono do boi.Além dos brilhos que o Boi da Fé em Deus introduziu na festança, a companhia Barrica, uma espécie de “prima rica” da folia maranhense, animou a noite fria de Sobradinho, compondo um trenzinho animado com a plateia. Durante o fim de semana, mais de 40 apresentações se revezaram no palco e nos arredores. Mas o astro foi mesmo Seu Teodoro. Quando seu grupo de bumba-meu-boi acabou a apresentação, desceu do palco e parou diante do camarote, para saudá-lo. Ele se levantou e correspondeu, acenando para os amigos da vida inteira. O sonho surgido na cabeça de Seu Teodoro ganhou eco e grandeza na imaginação de Guarapiranga. “Queremos uma grande celebração para comemorar os 50 anos do bumba-meu-boi do Seu Teodoro, em 2013. Nossa ideia é aumentar a quantidade de grupos ainda mais e fazer uma grande estrutura típica de arraial junino. E se Deus quiser, com meu pai fazendo a abertura da festa”, planeja.
A festa colorida e cheia de ritmo reuniu bois do DF e do Maranhão (Carlos Moura/CB/D.A Press )
A festa colorida e cheia de ritmo reuniu bois do DF e do Maranhão

A partir de sexta (19/8) – 48a.FESTA DO BOI DE SEU TEODORO – A MATANÇA DO GADO

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A partir de sexta (19/8) – 48a.FESTA DO BOI DE SEU TEODORO – A MATANÇA DO GADO

O BUMBA-BOI DE SEU TEODORO abrirá a 48a. Festa da morte do boi

A partir de sexta-feira e indo até o domingo (19, 20 e 21/8), na Quadra 15 Área Especial no. 2, em Sobradinho, o Centro de Tradições Populares realizará a 48a. FESTA DO BOI DE SEU TEODORO – A MATANÇA DO GADO (programação abaixo). Entrada Franca e Censura indicativa Livre.

Idelaizada pelo Mestre maranhense Teodoro Freire- hoje com 90 anos de idade é o grande responsável pela presença do Bumba-Meu-Boi em Brasília – A Festa da Morte do Boi de Seu Teodoro é realizada tradicionalmente há 47 anos em sua sede na cidade de Sobradinho/DF. Este ano realiza a sua 48ª.  com grupos de Brasília e do Maranhão.

 Grupos participantes

Companhia Barrica – grupo artístico de São Luís do Maranhão, premiado com a Ordem do Mérito Cultural do Brasil, com 26 anos de permanente atuação voltada para a valorização e afirmação da cultura popular brasileira, apresentando em seus espetáculos uma variedade de danças, ritmos, músicas e indumentárias das maiores festas tradicionais do Brasil: os festejos de São João, o Natal e as folias Carnavalescas e também no exterior.

Grupo carnavalesco do Maranhão “Bicho Terra”–  De acordo com informações do poeta Joevah França, “dando vida as variadas formas de brincar o carnaval do Maranhao , o Bicho-Terra nao erra pelos desvaos das terras inférteis de falta de identidade cultural como tantos outros por aí e canta as suas raízes, cores e ritmos mil: pelos cantos guerreiros de tribos de índios; pelo banzo de afoxés de negro – mina – Jeje – Nagô; pelos príncipes e súditos folioes da cadencia dos blocos tradicionais; pela sujeira da caieira de molambos maltrapilhos da alegria dos Baralhos e blocos de sujos, sob saraivadas de frevos e marchinhas e confetes de saudades. O espetáculo é carnaval! Apresenta-se sob essa variedade de ritmos e de danças, cantando as liçoes da natureza, num cenico-musical que alia a mímica e o grasnar dos animais, na relaçao entre os reinos vegetal, mineral e animal, todos na corda bamba do desequilíbrio da vida simbolizada nas rústicas fantasias e máscaras: trágicas e alegres, de peleja e folia, de choro e riso, de sino e de guizo, tilintando e berrando neste planeta Terra”.

Boi de Santa Fé (MA) – sob o comando de José Joaquim Figueiredo – o Zé Olhinho, a brincadeira firma-se há 22 anos como legítimo representante do Sotaque da Baixada no estado do Maranhão,

Boi da Fé em Deus (MA) – do sotaque de zabumba, que há 73 anos faz parte do elenco de brincadeiras que colorem e enriquecem a cultura popular maranhense. Foi o primeiro grupo de bumba-meu-boi a inserir em sua indumentária elementos decorativos compondo desenhos no couro do boi, como miçangas e canutilhos, que deram um colorido e um brilho especial aos grupos de zabumba, que até hoje chamam atenção pela riqueza de seus bordados não só no couro do boi, mas também nos saiotes, chapéus e golas dos brincantes;

Boi do Maiobão (MA) – que com o seu bailado e aproximadamente 300 brincantes vêm divulgando e fortalecendo o sotaque do Bumba Boi de matraca, em apresentações no Maranhão e em outros estados

Baile de Caixa (MA) – que é uma dança de roda com acompanhamento de instrumentos de percussão, tendo ao centro um ou dois pares de brincantes. A dança apresenta coreografia complexa, com reviravoltas bruscas que exigem grande agilidade dos componentes da brincadeira. Os integrantes da roda dançam com passos rápidos e variados com os casais dançando, ora frente a frente, ora de costas, num ritmo alegre e contagiante e,

Bloco tradicional Pierrot(MA) – uma das mais antigas brincadeiras carnavalescas em atividade em São Luís do Maranhão.

SOBRE O BUMBA-MEU-BOI

O Bumba-Meu-Boi é tido como uma das mais ricas representações do folclore brasileiro, surgiu através da união de elementos das culturas européia, africana e indígena. A festa do Bumba-Meu-Boi é uma espécie de ópera popular, cuja história se desenvolve basicamente em torno de um rico fazendeiro, um dos mais belos bois do seu plantel e o casal de trabalhadores da fazenda.

As brincadeiras do Boi começam no sábado de aleluia, quando acontecem os primeiros ensaios com todos os brincantes e quando são definidas as coreografias e as formas das danças. No dia 23 de junho, o Boi é batizado. A partir desse momento, estará pronto para participar de todas as brincadeiras e segue como principal atração das festas. O ciclo se fecha com a morte do Boi, que em Brasília, acontecerá no domingo, 21 de agosto, no barracão-sede do grupo Bumba-Meu-Boi de “seu” Teodoro, em Sobradinho/DF.

A MORTE

A história começa de véspera. Na noite anterior, o Boi foge do curral e o fazendeiro manda os vaqueiros e índios procurarem o bicho. Na manhã seguinte, o boi entra no terreiro e os vaqueiros tentam laçá-lo. O boi procura de todas as formas escapar, sendo até ajudado pelo povo que assiste sua agonia. Quando, finalmente, conseguem pegá-lo, levam-no para o mourão e Pai Francisco (capataz) o mata. A partir desse ponto, começa a festa da morte do boi propriamente dita, com cantos, danças e comidas típicas (veja programação em anexo).

Serviço:

48ª FESTA DA MORTE DO BOI DE “SEU” TEODORO

LOCAL: Sede do Barracão do Grupo. Quadra 15 – AE n° 2 – Sobradinho I

DATA: 19 a 21/08/2011

HORÁRIOS: 19h-23h30(6ªf) // 15h-23h30(Sáb)  //  5h às 19h (Dom)

Entrada Franca e Classificação Livre

Informações para o público:

Assessoria de Imprensa – Marcos Linhares – (61) 8405-8290