Arquivo mensal: janeiro 2013

Release 50 ANOS DO BOI DE SEU TEODORO – 1963/2013

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Apesar do falecimento do fundador que dá nome ao grupo, os integrantes e a família mantém a manifestação de cultura popular viva e atuante.Artistas como ELLEN OLÉRIA farão belas apresentações

 

Na sexta-feira e no sábado (25 e 26-01, ambos os dias das 16h às 2h) serão comemorados os 50 anos de fundação do grupo e da festa brasiliense do Boi de Seu Teodoro, na sede do grupo (Centro de Tradições Populares, Quadra 15, Área Especial – Sobradinho – DF), com entrada Franca e Censura indicativa Livre. A festa contará com atrações especiais que incluem artistas como ELLEN OLÉRIA, os repentistas Chico de Assis e João Santana, a dupla caipira Zé Caboclo e Tio Wilson, o grupo Pé de Cerrado, o grupo Luz do Samba, a duplea sertaneja Márcio e Marcelo, Alex Júnior, a Bateria da Escola de Samba Bola Preta (de Sobradinho), o grupo Família samba 10,Luciano Ibiapina e BandaAsas do Forró, a dupla Jhony e Rahony e o grupo Coisa Nossa que encerrará a festa. Os aniversariantes e prata da casa Boi de Seu Teodoro e Tambor-de-Crioula também farão parte desta festança. Além desse seleto grupo de artistas de Brasília, um ilustre convidado representando o estado do Maranhão também se apresentará: Papete é um artista maranhense muito conhecido no estado, cujo seu estilo musical preserva o regionalismo da cultura maranhense. Papete trabalhou como produtor e arranjador e foi eleito um dos três melhores percussionistas do mundo quando participou do Festival de Jazz de Montreux na Suíça nos anos de 1982, 1984 e 1987.

 

A Festa –A Festa do Boi de Seu Teodoro é realizada tradicionalmente desde 1963 na sede do grupo (Centro de Tradições Populares, em Sobradinho/DF). Este ano realiza o seu cinquentenário de forma especial, afinal chegaram a meio século de existência, de luta e de paixão pela cultura maranhense. O grupo folclórico Bumba Meu Boi e Tambor-de-crioula foi idealizado pelo saudoso Mestre maranhense Teodoro Freire, juntamente com alguns amigos que também já partiram para o plano superior. Em 1963, foram uniram as paixões e saudades da cidade natal, impulsionando então, o sonho de Seu Teodoro de ter um “Boi” no Planalto Central. O sonho tornou-se real e o boi ganhou vida, assim como fez no Rio de Janeiro, antes de fincar suas raízes no Distrito Federal. Seu Teodoro deixou a capital carioca, mas não sem antes demonstrar a paixão pelo Bumba meu boi, onde criou um grupo e realizou inúmeras apresentações. Ele é o grande responsável pela presença do Bumba-Meu-Boi em Brasília, manifestação cultural trazida do Maranhão que encanta a todos, embalada com os seus mais diversos ritmos e sotaques. Hoje, sob o comando perseverante de Guarapiranga Freire, filho caçula do saudoso Mestre Teodoro, não mede esforços para realização desta justa homenagem ao grupo, Bumba meu boi e Tambor-de-crioula de Seu Teodoro. Guarapiranga acredita ser uma forma de homenagear também a luta do pai.

 

Bumba Meu Boi é tido como uma das mais ricas representações do folclore brasileiro. É fruto da união de elementos das culturas europeia, africana e indígena, com maior ou menor influência de cada uma dessas culturas, nas diversas variações regionais do Bumba Meu Boi. A música é um elemento fundamental no Bumba Meu Boi. O canto normalmente é coletivo, acompanhado de matracas, pandeiros, tambores e zabumbas, embora se encontrem, em alguns grupos, instrumentos mais sofisticados, como trombones, clarinetas.

 

O Tambor de Crioula destaca-se como uma das modalidades mais difundidas e ativas no cotidiano. De modo geral, podemos defini-la como uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores. Dela participam as “coureiras”, tocadores e cantadores, conduzidos pelo ritmo incessante dos tambores e o influxo das toadas evocadas, culminando na punga (ou umbigada) – movimento coreográfico no qual as dançarinas, num gesto entendido como saudação e convite, tocam o ventre umas das outras. Seja ao ar livre, nas praças, no interior de terreiros, ou então associado a outros eventos e manifestações, o Tambor de Crioula é realizado sem local específico ou calendário pré-fixado e praticado especialmente em louvor a São Benedito. Embora não se possa precisar com segurança suas origens históricas, é possível encontrar, dispersas em documentos impressos e na memória dos mais velhos, referências a cultos lúdico-religiosos realizados ao longo do século XIX por escravos e seus descendentes enquanto forma de lazer e resistência ao contexto opressivo do regime de trabalho escravocrata.

 

Contatos/informações para o publico – Guarapiranga Freire – (61) 9669-1020 – boideseuteodoro@gmail.com

Assessoria de imprensa- Marcos Linhares – (61) 8405-8290 –linhares@marcoslnhares.com.br